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Relato 12: De novo de bicicleta pelas praias!

Fevereiro de 2006

Olá a todos!

Acabaram-se as férias - ou começaram, não sei bem ao certo - o fato é que voltei a "trabalhar" todo dia em cima de uma bicicleta, e de novo pelas praias brasileiras. Terminei o trabalho na pousada no final de janeiro, peguei a Moléstia, uma das bicicletas que eu tinha comprado em Porto Seguro, e rumei norte! Destino: Salvador! Mas agora eu encaro esta viagem como uma espécie de prospecção para o meu trabalho de guia de cicloturismo. Estou fazendo um levantamento de trilhas, e no meio do caminho me divertindo um pouco também... afinal, nínguém é de ferro!
Abraços a todos!

Edgard Gaio
A Moléstia, com a bagagem para a viagem. Desta vez estou testando uma nova maneira de viajar: a idéia é chegar em algum lugar sem nenhum equipamento específico de cicloturismo (exatamente como eu cheguei aqui em Caraíva), e daí preparar uma bicicleta com o que for possível encontrar nas imediações e sair prá pedalar - é um conceito diferente daqueles cicloturistas e esportistas "profissionais", que só saem de casa se for com todo o equipamento completíssimo e de última geração. Equipamento adequado sempre é bom, mas isso não pode se tornar uma desculpa prá não fazermos as coisas: "ah, não tenho ainda minha bicicleta de 5 mil reais, então não posso fazer uma viagem dessas..." ou pior: "...ainda não tenho dinheiro suficiente prá bancar meu sonho por isso vou adiá-lo mais um pouquinho..." (seja o sonho que for).
Dessa vez peguei uma bicicleta de 200 reais, com uma mochila e algumas roupas no bagageiro e uma cestinha na frente com outra mochilinha com a máquina fotográfica e outras coisitas. Só comprei as ferramentas mínimas necessárias para uma manutenção de emergência, como trocar um pneu furado, por exemplo (chaves de boca de 8 a 15, o kit de reparo de câmaras e uma câmara reserva, além de meu inseparável canivete suíço).
Esse conceito de viajar com o possível, com o que se tiver à mão, ao invés de se gastar todo o dinheiro com equipamentos caríssimos, é mais ou menos a comparação da equipe russa de combate à incêndios florestais e a norte americana. Os russos, sem muita grana pros equipamentos, as vezes são deixados no meio da floresta em chamas, as enormes florestas de pinheiros que têm por lá, são florestas inacessíveis por terra e os helicópteros deixam esses bombeiros só com "uma caixa de fósforos e um canivete", e eles ficam semanas sobrevivendo na floresta e lutando contra o incêndio, tendo que se virar com o que tem. Já os estadunidenses têm muita grana, muito equipamento, mas as vezes são menos eficientes no combate ao fogo que seus colegas russos. Como eu era fã do Mick Givver (é assim que se escreve?), gosto da idéia de me virar com meu canivete suíço...
Barra do Rio Caraíva.
A praia da barra, Caraíva.
Caraíva.
A água do rio Caraíva é limpíssima, e tem essa cor de "coca-cola" por passar em áreas de mata.
Eu e a Moléstia carregada. O chapelão de pescador foi presente do pai. (no canto superior direito dá prá ver o "pentelho" que tem dentro da minha máquina fotográfica, e que aparece sempre contra fundos muito claros).
Mais um belo pôr-do-sol.
Tchau...
Clap clap clap...
Essa região no sul da Bahia tem muitas falésias.
Entre Trancoso e Arraial D´Ajuda um desmorronamento das falésias me fez penar, carreguei a Bici e as mochilas nas costas prá conseguir passar. Sorte que eu estava com pouca bagagem!
Mais ararubús!
Lojinha de souvenirs em Arraial.
Sucurizinha atropelada...
Cansaaaado!
Alguém consegue explicar porque os coqueiros mudam de direção assim?
Barco encalhado um pouco antes de Ilhéus.
Centro de Ilhéus.
Jangada típica, ainda feita de maneira artesanal.
Só Jesus mim guia!
Itacaré.
Itacaré.
Itacaré tem uma particularidade interessante que faz suas praias diferentes da maioria das praias nordestinas. O relevo é montanhoso, um pouco parecido com o do litoral entre São Paulo e Rio. Fica então uma mistura interessante de montanhas e coqueiros.
Coqueiros e montanhas...
Nem tudo é beleza em Itacaré, depois do asfalto há uns 6 anos atrás, a explosão do turismo também trouxe problemas, e lá tem até essa favela invadindo a montanha.
Porto de Itacaré.
Travessia do Rio das Contas, que vêm desde a Chapada Diamantina e deságua aqui em Itacaré.
Passeio nas cachoeiras de Itacaré.
Pitú (camarão de água doce) quase do tamanho de uma lagosta.
Cachoeira em Itacaré.
Canoas com turistas em Itacaré.
Vela interessante.
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