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Trecho 11: Caraíva

Dezembro 2005 a Fevereiro de 2006

Olá a todos!
De volta ao trabalho duro! Aqui estão as fotos de Caraíva, um distrito de Porto Seguro ainda bastante intocado, escondido bem no sul da Bahia. A antiga vilazinha de pescadores é um dos últimos lugares no litoral brasileiro que ainda não tem rede de energia elétrica. Tudo é muito rústico, as ruas são de areia e a noite é à luz de velas. A partir de 26 de dezembro a cidade lota, com a galera vindo principalmente do Rio, São Paulo e Belo Horizonte. Praias maravilhosas de dia e forró toda a noite, um dia no Pelé e outro no Ouriço.
O meu trabalho era gerenciar tudo o que acontecia na pousada: fazer a contabilidade, as compras em Porto Seguro, verificar se tudo estava certo no café-da-manhã e na preparação dos quartos, atender as ligações e fazer reservas, controlar o mapa de reservas, receber e dar atenção aos hóspedes, e acabava ajudando também em tudo o mais que acontecesse, desde ajudar o Miguel nas tentativas de pôr o motor do gerador prá funcionar até instalar mosquiteiros. O meu pai falou que eu era igual o Severino, do programa Zorra Total... ;-) Foi um enorme aprendizado, além de ter conhecido uma galera muito legal que também trabalhava na pousada e no restaurante que funciona a noite também lá. Fica aqui um forte abraço a todos que trabalharam e curtiram esse verão de 2006 na pousada Lagoa de Caraíva!
Eu também aproveitei minha vontade de pedalar e comprei duas bicicletas em Porto Seguro, assim nos momentos em que eu não pudesse usá-las por causa do trabalho eu poderia alugá-las. No final de janeiro meu pai e a Rose ficaram uma semaninha de férias hospedados por lá. Aí em fevereiro a vontade de pedalar de novo bateu forte e eu peguei uma das bicicletas, a Moléstia, e começei a pedalar rumo norte, pelas praias. Mas isso fica pro próximo relato!
Abraços!

Edgard Gaio
Restaurante da Pousada Lagoa, ponto de encontro todas as noites antes do forró.
Entrada da pousada. O "trânsito" nas ruazinhas de areia é todo feito a pé ou de caroça, carros e motos são proibidos. Ótimo! Mais calmo, só se não tivesse o barulho dos geradores a noite...
Morcegão.
Hermínia, a dona do Lagoa, e o Bruno.
Leuzinha, cozinheira de mão cheia!
Galera que trabalha na pousada: Nêgo, Adriana, Darli, Cléia, Jô, eu e Miguel.
Eu, Iva, Fábio e Alvina, na cozinha do Lagoa.
Zefa.
Cinema ao ar livre, na beira do rio Caraíva. Uma vez por semana instalavam um telão prá passar algum filme, e juntava gente! O mais legal era ver a criançada, que não tem TV em casa, se divertindo com os desenhos animados!
Rio Caraíva.
Teia.
Fui com uma das bicicletas até a Aldeia de Barra Velha, dos índios Pataxós, e à Ponta do Corumbau. No caminho têm-se essa vista do Monte Pascoal.
"Seu" Satú, o senhor que mora há tanto tempo numa praia perto de Caraíva que a praia tem o nome dele!
Aqui na Bahia ele é cruel!
Caminho até a aldeia indígena.
Os Pataxós foram os primeiros índios que tiveram contato com Cabral e sua esquadra. Quase foram dizimados, mas ultimamente estão tentando resagatar e preservar suas origens, com apresentações para turistas que contribuem para aumentar o orgulho de ser índio, mantêm as tradições das danças, a língua, a comida, a arte, etc, e dão renda aos moradores da tribo.
Com a irmã da Moléstia, a Cabra da Peste (as duas bicis que eu comprei em Porto Seguro).
Quase chegando na Ponta do Corumbau.
Hora do Rush no centro de Caraíva.
Travessia do Rio Caraíva - a "civilização e o conforto" (carros, asfalto, luz elétrica, chuveiro quente...) ficam do lado de lá do rio...
O gerente da Pousada Lagoa e um hóspede ilustre, o Paizão!
Outra hóspede ilustre, a Rose, e eu, na frente do "buraco do Saddam" (ou "cafofo do Osama"), o quartinho que eu aluguei por 180 pilas prá passar a temporada. (notem a decoração estilo Carlos Castañeda).
Forro do Pelé, que junto com o Forro do Ouriço era a alegria das madrugadas Caraivenses! O esquema meu era trabalhar de dia, depois se desse eu pegava uma prainha no fim da tarde, tomava um banho, comia e dormia até mais ou menos uma da manhã, então acordava com o forró já pegando fogo e ia arrastar pé, as vezes até umas 4. No outro dia era acordar as 8 e pular a cerca da pousada (o buraco do Saddam ficava bem em frente à porteira traseira do Lagoa).
Artesanato em sementes.
Barzinho na beira do rio Caraíva. Lá na frente está a foz.
Tudo aqui se transporta com as carroças, mais ecológico impossível! Eu até dei minhas voltinhas com a carroça do Lagoa, puxada pelo Canário, um burrico velhinho e cego de um olho - a direção da carroça "puxava" prá direita...
Uma das poucas TVs do lugar.
Passeio no Rio Caraíva com o Nande.
As primas da Vitória Régia.
Paizão aventureiro.
Cartazinho para o aluguel das bicis.
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