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Cuba de Mochila |
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Estive em Cuba em fevereiro de 2001, depois de muito tempo sonhando com a viagem. Tudo que
se fala sobre Cuba fora de lá ou é radicalmente contra ou a favor, e eu queria ver com
meus próprios olhos. Para isso tirei um mês de férias e percorri a ilha toda, de Santiago
de Cuba a Havana, de trem, ônibus, caminhão, bicicleta, carona e até carroça... Não
comprei nenhum pacote turístico, só a passagem de avião e um guia “Lonely Planet”, porque
queria ver não a ilha dos turistas, e sim a dos cubanos. Foi muito interessante porque
pude ver como vive o povo fora dos centros turísticos. E eles vivem muito bem. A sensação
é que eles vivem nos anos 50, sem as preocupações e correrias dos nossos dias.
Ví um país lindo, extremamente seguro, e com uma população tão interessante que só por
ela já vale a viagem.
Os cubanos são cultos e festeiros. Todos eles sabem da situação de Cuba no mundo, e
o quanto é duro enfrentar um inimigo tão poderoso quanto os EUA. Mas cada um deles
é totalmente soberano, no sentido mais amplo da palavra.
Eles têm muitas semelhanças com o povo brasileiro. Nossas raízes são parecidas, e
eles tem até o Candomblé (que lá se chama Santería). Mas as semelhança acaba quando
se fala nas condições da maioria da população. Todos eles estudam, não há analfabetismo,
e eles não se preocupam com planos de saúde...
Para o turista Cuba é um paraíso. A ilha tem paisagens e natureza magníficas, com o
mar do Caribe e suas águas transparentes rodeando tudo. A segurança é total, os preços
não muito altos (você pode ficar em casas particulares oficiais e comer nos “paladares”,
pequenos restaurantes caseiros), o povo é alegre e festeiro, as praias são
maravilhosas....
Como diz o Frei Betto, "Cuba é a Bahia que deu certo!"

Fotos da Revolução cubana!
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Carros antigos como este são comuns em Cuba. Os cubanos os chamam de "Cacharros".
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Praia de Santa Lucia, um dos inúmeros balneários para turistas estrangeiros, na região
de Camaguey.
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A praia de Santa Lucia tem infra-estrutura de resort e atrai inúmeros turistas estrangeiros.
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Este prédio, que já abrigou o Congresso, é idêntico ao Capitólio norte-americano.
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Pescadores caminham no Malecón, a avenida principal de Havana. À esquerda, vê-se a maior
fortaleza colonial das Américas.
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No centro velho de Havana, uma viela guarda as marcas do passado. São quarteirões com
atmosfera da década de 50.
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